Presidente da Sudam, Paulo Rocha diz que Bancada do Norte precisa copiar “unidade política” da Bancada do Nordeste

Ex-senador, petista afirmou que se não houver união dos 65 deputados do Norte do país, a região não vai lograr muito sucesso; ele deu exemplo que dos quase 320 bi destinados aos Planos Safras do agronegócio e da agricultura familiar, “até agora não chegou nada”

(Brasília-DF, 24/10/2023) O presidente da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o ex-deputado e ex-senador Paulo Rocha (PT), afirmou nesta terça-feira, 24 de setembro, que a Bancada do Norte precisa copiar a “unidade política” exercida pela Bancada do Nordeste, se quiser se efetiva em conquistar investimentos que possam melhorar a vida dos amazônidas.

A declaração aconteceu durante um café da manhã oferecido pelo Banco da Amazônia (BASA) aos parlamentares eleitos pelos sete estados que integram a Bancada do Norte. O café da manhã foi realizado no restaurante do 10º andar do Anexo IV da Câmara dos Deputados.

Na oportunidade, Rocha afirmou ainda que se não houver união dos 65 deputados da Bancada do Norte, a região não vai lograr muito sucesso. Para ilustrar essa declaração, o dirigente da Sudam deu o exemplo que dos quase R$ 320 bilhões destinados aos Planos Safras do agronegócio e da agricultura familiar, “até agora não chegou nada”.

“Primeiro, parabéns pela iniciativa do Banco da Amazônia em chamar a nossa bancada. Já era intenção nossa da Sudam fazer isso. Todo mundo sabe, as nossas bancadas têm um papel importante nesta questão do desenvolvimento da nossa região. E, eu que vivi aqui 32 anos, sei que pelo menos nós da Amazônia – pelas bancadas serem pequenas, ou a gente se une, ou a gente não logra muito”, comentou.

“Não se concebe ter uma região tão rica em matérias-primas em tudo o que a humanidade precisa. […] Ao longo do tempo, a Sudam financiou só o grande [empresário]. E qual foi a distorção que houve nisso? Foi que temos regiões mais ou menos desenvolvidas, [ao mesmo tempo] temos regiões empobrecidas. No Pará isso é gritante, como a ilha do Marajó com o menor IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] do Brasil! No Amazonas, a mesma coisa, no Vale do Javari”, complementou.


Bancos federais
Paulo Rocha defendeu também uma maior parceria e atuação da Sudam, presidida por ele, não apenas com o Basa presidido pelo economista Luiz Lessa; mas, sobretudo, com os demais bancos federais como o Banco do Brasil e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) para atuar conjuntamente na região.

“Então qual é o esforço aqui? É juntar todo mundo em torno de discutir o tal do desenvolvimento sustentável. Para que surja de baixo para cima uma visão que atenda a todos. Por isso o esforço de aproximar o Banco da Amazônia com a Sudam, que ao longo do tempo foi se distanciando. Chamar o Banco do Brasil para cá. Chamar o BNDES e chamar os bancos federais em torno deste processo”, completou.

“E a importância que tem a bancada não é só através das emendas individuais, ou [das] emendas de bancada. Mas, por exemplo, o governo lançou o Plano Safra do agronegócio com R$ 340 bi e a agricultura familiar, R$ 79 bi. Se a gente não se unir, todos, na Amazônia, junto com os companheiros da Bancada do Nordeste, que, eles têm uma razoabilidade de unidade política muito grande, […] para a gente levar um quinhão. Porque até agora não chegou nada do Plano Safra!”, finalizou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Bancada do Norte, com edição de Genésio Jr.)

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